29 de agosto 2017

Olimpíada democrática

olimpiada democratica
29 agosto 2017

Olimpíada democrática

Federações internacionais trabalham para que os jogos de Tóquio tenham mesma proporção de homens e mulheres
Texto por: Livia Deodato

O Comitê Olímpico Internacional (COI) prometeu garantir a igualdade de gênero nos esportes para os próximos Jogos Olímpicos, que serão realizados em Tóquio, no Japão, em 2020. A ideia é que, para cada modalidade, exista uma divisão média de vagas entre homens e mulheres. Desde as Olimpíadas de Londres, em 2012, o COI vem trabalhando com o objetivo de igualar a participação de homens e mulheres na competição mundial. Na capital britânica, a participação feminina ficou em 44%. Nos últimos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, subiu para 46% em algumas modalidades.

Gunilla Lindberg é uma das três mulheres – de um total de 13 membros – que atuam como membros executivos do COI na organização do evento. Ela acredita que quaisquer disparidades vão ser eliminadas nos jogos de 2020. “Nós teremos 50-50 em Tóquio. Estamos trabalhando com verdadeiro empenho para que isso aconteça”, afirmou para a Radiosporten. “Nosso método para alcançar isso ocorre por meio de nossas escolhas de novas disciplinas e eventos nos Jogos. Toda federação foi obrigada a ter como foco a igualdade de gênero e nos apresentar equipes equilibradas entre homens e mulheres em seus respectivos esportes.”

Gunilla_Lindberg

Bom para todo mundo

Muitas federações internacionais já se posicionaram a respeito e afirmam que estão trabalhando para alcançar a igualdade de gênero nos esportes. Canoagem, remo e tiro propuseram cortar atletas homens de algumas categorias para incluir mais mulheres e assim equilibrar a presença de ambos os gêneros. No boxe e no levantamento de peso, os dirigentes têm como proposta adicionar mais mulheres nas disputas a fim de reduzir a diferença.

Judô, pentatlo, tênis de mesa, taekwondo, triatlo e arco e flecha também fizeram propostas para equilibrar a participação feminina da masculina. Mas ainda há diversas modalidades em que não existem mulheres competindo, como a luta greco-romana. No ciclismo, a igualdade de gênero ainda tem um caminho a percorrer nas competições de estrada: nos jogos do Rio de Janeiro, 144 homens entraram na disputa, enquanto 68 mulheres tiveram sua chance. A União Internacional de Ciclismo está relutante na promoção da igualdade de gênero, porque isso significaria ter de fechar algumas vagas de alguns dos mais altos níveis de competidores.  

No entanto, a presença de um número exclusivo de mulheres em modalidades como ginástica rítmica e nado sincronizado traz alguns pontos à discussão. Duetos mistos de nado sincronizado foram propostos para Tóquio 2020. "O aumento da participação feminina nos Jogos Olímpicos leva a uma maior participação e financiamento para o esporte feminino também", afirmou Kit McConnell, diretor de esportes do COI.